
O conto “O monstro” (Companhia das Letras, 152 páginas), publicado em 1994 pelo escritor carioca Sérgio Sant'Anna, faz uma análise do homem pós-moderno: de seu questionamento sobre a razão, o hedonismo e busca pela satisfação imediata. Retrata a crise de valores pela qual a sociedade pós-industrial vem passando até os dias atuais.
O aspecto marcante na estrutura do texto é a utilização da linguagem jornalística (objetiva). Através de uma entrevista de perguntas e respostas (pingue-pongue), Antenor, um professor universitário, explica como e porque participou do assassinato de uma jovem cega.
Com um discurso hiper-racional e carregado de filosofia, o narrador personagem constrói a sua autodefesa de maneira perspicaz. Questiona os limites da razão e faz uma análise profunda, quase onisciente, das motivações das outras personagens (Marieta, co-autora do crime, e Frederica, vítima), sentenciando-as e, por fim, transformando a realidade. Dessa maneira, incita a dúvida no leitor, se o fato aconteceu ou não.
A voz do narrador, seu discurso e mensagem são válidos para o leitor moderno, seja ele jovem ou idoso. O personagem principal, através de sua racionalidade, chega ao limite da percepção humana e do registro da realidade, com sua própria leitura dos acontecimentos. E ainda utiliza-se do papel da mídia na corroboração dessa realidade. Recomendo a obra, pelas interrogações e conclusões eficientes e que tocam nas feridas abertas da sociedade pós-moderna.
O aspecto marcante na estrutura do texto é a utilização da linguagem jornalística (objetiva). Através de uma entrevista de perguntas e respostas (pingue-pongue), Antenor, um professor universitário, explica como e porque participou do assassinato de uma jovem cega.
Com um discurso hiper-racional e carregado de filosofia, o narrador personagem constrói a sua autodefesa de maneira perspicaz. Questiona os limites da razão e faz uma análise profunda, quase onisciente, das motivações das outras personagens (Marieta, co-autora do crime, e Frederica, vítima), sentenciando-as e, por fim, transformando a realidade. Dessa maneira, incita a dúvida no leitor, se o fato aconteceu ou não.
A voz do narrador, seu discurso e mensagem são válidos para o leitor moderno, seja ele jovem ou idoso. O personagem principal, através de sua racionalidade, chega ao limite da percepção humana e do registro da realidade, com sua própria leitura dos acontecimentos. E ainda utiliza-se do papel da mídia na corroboração dessa realidade. Recomendo a obra, pelas interrogações e conclusões eficientes e que tocam nas feridas abertas da sociedade pós-moderna.
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